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Deserto dos Anjos
Criado para o Balé da Cidade de São Paulo em 2002

Concepção, Coreografia e Direção: Cláudia Palma
Músicas: Golden Palominos, Luiz Carlos Borges, Yann Tiersen, Meredith Monk, Art of Noise, vozes gravadas da Casa dos Velhinhos Ondina Lobo e vozes dos bailarinos
Direção e Produção Musical: Jether Garotti Junior
Edição e Mixagem: Francisco dos Santos
Cenário: Daniela Thomas e Patrícia Rabbat
Construção do cenário: ZeroUm Stúdio
Desenhos de luz: André Boll
Figurinos: Marcos Nasci
Assistentes de coreografia e ensaiadores: André Maia e Armando Aurich
Laboratórios cênico corporais: Ana Terra e Renata Franco
Elenco: Andréa Maia, Armando Aurich, Áurea Ferrreira, Beth Risoléu, Lilia Shaw, Maurício Martins e Raimundo Costa

Agradecimentos: Casa dos Velhinhos Ondina Lobo, Armando Aurich e José Possi Neto
DESERTO DOS ANJOS, é um espetáculo poético da Cia 2 do Balé da Cidade sobre a condição do idoso internado na sociedade brasileira. Além de conviver com a indiferença e o desprezo, o idoso interno ainda enfrenta os limites de sua própria condição física.

A bailarina e coreógrafa Cláudia Palma parte destas constatações ao criar uma movimentação que retrata a fragilidade física, o enrijecimento da musculatura e as limitações de locomoção na terceira idade.

Para embasar seus movimentos, os integrantes da Companhia 2 conviveram com os internos da Casa dos Velhinhos Ondina Lobo na zona sul de São Paulo. Nas palavras de Cláudia Palma, encontraram lá "uma atmosfera de não-lugar, signos de tristeza e olhares vazios". É o predomínio do universo da memória sobre o universo do cotidiano.

A cenografia de Daniela Thomas recria no palco este espaço da memória que ao mesmo tempo em que oprime liberta. Composta por paredes imensas que se movem constantemente, o cenário acentua os movimentos onde as lembranças parecem escorrer pelos vãos, pelas fendas, e pelo palco.

Atmosfera de não lugares, signos da tristeza em meio a uma aparente normalidade; pessoas paradas para o vazio, sem sabermos se nos veêm, ouvem ou sentem; simplesmente paradas para o nada. Tudo parece não ter pressa, o tempo já se instaurou, nos resta esperar.
Claudia Palma - coreógrafa

Como pássaros sem asas entre artistas, que sempre estiveram envolvidos com o vigor físico, a estética e a beleza da energia, se deparam com o enorme desafio de manifestar a dissociação entre intelecto e motricidade.
Mônica Mion - Diretora artística

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11 a 21/mar - Dóia na janela
Teatro Cacilda Becker
©2005. Balé da Cidade de São Paulo. Criação Coffee Studio.